segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Mar tranquilo

Mar tranquilo

É tranquilo.
Viajar no teu Mar é tranquilidade. É Mar de maré-cheia, tranquila. É Mar de tudo um pouco. É Mar de muito.

Nesse teu Mar tranquilo é onde tudo encontro, é onde faço parte de ti, sem nada me pertencer.

- Sou tua, dizes-me.
E recebo-te sem sentimento de posse. E, nego-me o ciúme por o não sentir e, por desnecessário ser.
- Sou teu, afirmo-te.
Sorris-me, condescendente, sabendo que já há muito estou em ti e te pertenço, sem nada me exigires.

É tranquilo o nosso Amor, maravilhosamente necessário, agradável mas desnecessariamente reafirmado, vezes sem conta.

E, nesta luta incessante de quem mais dá e menos pede, o nosso Amor é um Mar tranquilo.
Como é bom viver o Amor do tudo dar, do não cobrar, do nunca exigir.

E tu, és a prova da legitimidade do sonho, a minha razão dele próprio e, a sua materialização.
Existes.
E o Amor existe.
E eu, estou tão tranquilo...

Beijar-te é um sonho, ainda. E eu, vivo-o, todos os dias.

E beijo-te, uma vez mais.

Doctorstrangelove, Textos à toa", Novembro 2006

A tua silhueta

A tua silhueta


Céu de veludo
em escuro azul
na magia do instante
dos doces beijos
como flores
desabrochando

Quanto toco
ao de leve
a tua silhueta
voam livres
os odores aprisionados
e tu flutuas

Não há Lua de prata
não há Sol de fogo
que ofusque
que belisque
a luz suave
da tua silhueta

Com a ponta dos dedos
percorro o caminho
na tua pele
sinto o tremor
pressinto o arrepio
no teu corpo

Não há truques
passes de ilusão
não há paredes
que proíbam
o fulgor da tua imagem
em mim

Doctorstrangelove, Outubro 2006
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