A tua silhueta
Céu de veludo
em escuro azul
na magia do instante
dos doces beijos
como flores
desabrochando
Quanto toco
ao de leve
a tua silhueta
voam livres
os odores aprisionados
e tu flutuas
Não há Lua de prata
não há Sol de fogo
que ofusque
que belisque
a luz suave
da tua silhueta
Com a ponta dos dedos
percorro o caminho
na tua pele
sinto o tremor
pressinto o arrepio
no teu corpo
Não há truques
passes de ilusão
não há paredes
que proíbam
o fulgor da tua imagem
em mim
Doctorstrangelove, Outubro 2006
Doctorstrangelove © 2006 (Permission to reprint and use granted so long as no modifications are made and appropriate credit is given)
Written Under My Pen Name DOCTORSTRANGELOVECopyright © 2007 All Rights Reserved
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
silhueta
é possessiva esta forma
não é um mero invólucro
tanto me liberta da vaidade
e me esconde da aparência
como me corrompe os sentidos
inspirando em mim a vontade de agradar
felizmente não deixo de ser quem sou
se é nestas formas que me exibo
e exacerbo a minha figura
também é nestas formas que sou visto
e provoco desejo
sem receio de ser feio
ou belo
é uma metáfora esta silhueta
não revela o meu intimo
nem sensibilidade
mas é a prisão do meu corpo
e o abrigo da minha consciência
José Gomes Ferreira
-------------
Um beijo
Postar um comentário